
É noite
As horas passam,
Galos anunciam o novo dia.
Como em tantas outras noites
Admiro a beleza das coisas simples:
Como é bela a minha cidade,
A minha rua iluminada.
Do nada surgiram novas construções!
Lá fora, a lua encoberta
Relembra que há vidas adormecidas.
Cores que se apagaram,
Imperceptíveis, minúsculas...
Revejo um passado
Entre a luxuria, o fashion e o VIP.
A tentação em convivio com a alegria...
Fui muito feliz ali.
Sem repressões
Fui verdadeira...
Abandonei um estilo de vida,
Agora presente no sangue que percorre o coração.
Estou ausente das festas,
Da música, do meu mundo...
Acordo todos os dias
A apreciar o novo cenário,
O dia!
Aguardo o calor desse dia,
O brilho do sol.
O bom dia dos pássaros
Por entre os planos do pequeno-almoço.
Ainda sinto falta da luzes,
Da pista de braços no ar,
Da alegria da música.
Da minha energia!
Ainda sinto vontade de brilhar,
Como é escuro este dia.
As pessoas apagam-se com intrigas
E rugas de gélidas expressões.
Oprimida, entre frustados
Busco o meu lugar ao sol,
Procuro o meu brilho inato.
Ficarei assim?
Não se houverem espelhos
E neles puder reflectir.
Irei brilhar do alto!
Irei acordar...
Que me invejem os perseguidos
Porque eu vou triunfar!
Vou acordar para a vida com que sonhei,
Seguir em frente sobre estas barreiras.
Gritarei!
Lutarei!
Correrei!
Quanto aos perseguidos!
Desculpem-me
Porque vou ser verdadeira.