12 setembro 2008

FIM...


Pedi à lua a vida com que sonhei
Com passos simples cheios de luz
Lá ao fundo, a mesma música…
Hoje só posso… acreditar!

Quero deixar o passado lá trás
Mas não te quero lá deixar,
Quero seguir o vento
Comer castanhas longe daqui,
Quero seguir o teu pensamento
Correr ao longo do rio junto de ti.

Vais querer começar
Encontrar-me de novo,
Falar-me e chegar a mim…

05 setembro 2008

Será que estás cá? Sempre?

Onde estou, já não sonho,
Nem o faria se fosse possível!

Como se fosse possível
encontrar a paixão infinita,
Ser plenamente feliz
para sempre.

E… eu gosto dos dias
em que troco o sorriso
por lágrimas.
É no desespero que encontro
o rumo
É na dor que lembro
o passado
É no cansaço que mudo!

Hoje,
o dia parece mais difícil…
Voltaste às memórias,
Um labirinto de sentimentos
Em que já não sei o que sinto…

31 julho 2008

Escrevo!

Se escrever é viver,
Vivo mais agora que deixaste os meus braços (sem abraços).
Escrevo porque o meu vaidoso orgulho não me deixa falar,
Sonho porque não me deixei uma tarde, uma noite viver.

O meu amor por ti existiu calado
Por se considerar demais, desajustado.

Não vivemos lado a lado,
Não criamos,
Nada deixamos…

Hoje, peço desculpa… errei,
Quando me julguei superior, afinal sou humana.

29 maio 2008

Mãos macias




Começo a habituar-me às tuas mãos macias
Vejo-te perto, para ficar.

Na tua direcção coro trémula
Tu és a imagem que desenhei para mim.

Nas imagens do passado encontro velhas fobias.

Contigo quero inventar uma nova melodia
sons em harmonia
a marcarem o ritmo dos nossos passos.

Bebo outros sabores
Um gosto que se entranha lentamente.

É como se já fizesses parte de mim.
(for Baby)

26 maio 2008

Chuva de Paixão


Na tua face esculpida na memória
Demarca-se o teu olhar

Firme decidido,
a repousar no meu...

O olhar que considerei ilícito
Quando te caracterizava persistente

Sempre voltaste,
lembraste!


No teu olhar sempre foi tão fácil

Hoje falta tão pouco

Amanhã acordaremos juntos

Num novo dia

Assim será por quanto tempo
o destino quiser!
(for Baby)

04 abril 2008

Disfarço medos com rosas!



Fecham-se portas dentro de mim ao teu olhar

Refugio-me, na sombra tenho medo...

Vou até aos jardins da esperança

Saboreio os raios de sol como teus braços.

Invento para nós um leito de jasmim

Onde me podes tocar

Numa sinfonia de odores e pólen

Eu ali e Tu, na terra... Meu!
(sonho acordada)

19 março 2008

D' Ouro...


No tempo à espera
enquanto as horas passam
outros falam,
eu observo a noite fria lá fora,
onde o luar me guia!

Contigo o amor foi embora...
estou febril,
deliro nos nossos momentos,
assim vejo-te mais...
para além do fim!

Porque em ti nada me cansou,
porque em ti tudo anseio,
porque em ti tudo compreendi,
porque em ti ficou um pouco de mim!

Tudo é absurdo,
quero-te de volta!

Deixa-me ir...

Diz-me por onde ir...
mas não venhas!

Deixa-me na solidão,
na ilusão...
que por outros caminhos
chegará o amor!
(Acaba aqui o prazo! Passou!)

14 março 2008

Se te disser, será tarde!




Misturo ideias do tempo em que te esqueci,

na sensibilidade dos momentos sucessivos

as emoções impediram-me de o fazer por ti,

passaram na mente como nevoeiro escuro!



No resumo de um texto sem fim,

fecho a história

com a sabedoria de quem sabe sofrer em sí!

13 março 2008

04 março 2008

Na neblina do sonho sorriamos roxos com medo da vida!



Já quase à tardinha,
Falavas-me empolgado de encontrarmos o caminho.
Contudo à partida o cenário branco
Fazia-me meditar naquelas palavras…

Como se pudesse prever,
Sorria roxa
E tu tão querido dizias,
Gosto de ti

Por todo lado pessoas, crianças gritavam,
E nós serenos percebíamos que existíamos…

Na neblina do sonho sorriamos roxos com medo da vida!
E tu tão querido dizias,
Há uma história, nós temos uma história...

Por fim e no medo do fim
Entendi, era mel, o gosto doce !

11 fevereiro 2008

Não soube sentir!




Quem me dera viver no tempo
em que escrevia sem dar por isso,
escrevia sem rever ao som do vento,
corria todas as palavras
num sentimento forte sem reparar nisso.



Hoje, amedronto-me com alegria e pena,
sinto apenas por mim,
como se o vazio fosse um segredo pesado,
na memória coberta com um fardo sem fim.



Apago o meu nome das histórias de amor,
ensinou-me a vida que era melhor assim.
Não soube sentir,
agora é melhor assim!