19 março 2008

D' Ouro...


No tempo à espera
enquanto as horas passam
outros falam,
eu observo a noite fria lá fora,
onde o luar me guia!

Contigo o amor foi embora...
estou febril,
deliro nos nossos momentos,
assim vejo-te mais...
para além do fim!

Porque em ti nada me cansou,
porque em ti tudo anseio,
porque em ti tudo compreendi,
porque em ti ficou um pouco de mim!

Tudo é absurdo,
quero-te de volta!

Deixa-me ir...

Diz-me por onde ir...
mas não venhas!

Deixa-me na solidão,
na ilusão...
que por outros caminhos
chegará o amor!
(Acaba aqui o prazo! Passou!)

5 comentários:

O Profeta disse...

Sublime a tua poesia a correr no estuário do Douro de ouro...


Mulher da ilha é solidão
É espera do vapor da madrugada
É aroma de milho em mesa de pão
É pio de milhafre, alma assombrada

Mãe em ninho feito de frias pedras
Por duras mãos cheias de jeito
Não sei se de ti brota um morno leite
Ou escorre rubra lava do teu peito

Boa Páscoa


Terno beijo

Ana rita disse...

Gostei muito do teu texto tbm. E fico feliz por teres gostado do meu. :)

Arpag disse...

Textos muito bonitos, vale a pena perder algum tempo a lê-los.

Desinteressado disse...

ola bom dia,
ao para saberes que adorei a fotografia e o belo texto que tem acompanhar muitos parabéns continua assim!

beijo

Anónimo disse...

... D’Ouro são as tuas palavras, em sintonia com o melhor “vintage”, infelizmente nem sempre em alegria...