24 janeiro 2006

Casa





















É o calor das noites de Inverno passadas à lareira,
É o fumo da fogueira na companhia dos avós
E nas histórias sobre as gentes e cultura.
É o riso incompreendido da minha mãe,
É a energia e juventude do meu pai.

Habituei-me às festas,
Às reuniões com acesas discussões,
A mesa farta, o ritual do bem servir,
O melhor vinho à temperatura ideal.

O nervosismo da perfeição que levava a minha mãe à exaustão.
A paciência e o cariz social do meu pai.
A espectadora atenta, a bajulada e admirada...
Era eu.

É difícil partir...
É o deixar muitos sons e sabores.

1 comentário:

A Litle More disse...

Tuas palavras sao como diamantes.
Belas e raras.
Continua, força.