
Do alto do precipício
Sou admirada pelos demais,
Estranhos que querem saber de mim.
Desconhecidos que me observam,
Sem conhecimento e indiferentes
Procuram tudo em mim.
Olhares que me agridem
A transporem para lá do meu corpo,
A alma, a captarem-me a essência.
Agredida pelos estranhos que rodeiam-me
Na avenida.
Estou indefesa à procura da fuga.
Encontro-te...
O inesperado encontro que me traz a esperança,
Contigo desço calmamente até à foz.
Foi aqui que em tempos desaguou o nosso amor.
Talvez ainda haja algo aqui,
Um mar imenso de utopia...