16 maio 2007

Finalmente o fim, espero!





No Outono prematuro vem o escurecer
pôr em evidência todo o absurdo,
na sombra sou a escrava pautada pelo destino,
perco-me em mim, em noites de boémia consciente.

Repouso na interrupção dos sonhos,
repouso os olhos que se cansaram de esperar ver-te,
repouso porque se cansaram de chorar-te,
repouso porque há um chá que evapora lentamente.

Uma mistura de sensações,
uma mistura de sentimentos,
uma mistura de sofrimentos,
que baste este chá para adoçar os sentimentos e
afogar os sofrimentos.

Penso às vezes que já saí daqui,
Penso às vezes que nunca sairei...

Esquecer os fantasmas na fé do infinito,
no abstrato indefinido...

Perder-me no destino profundo
deixar-me desdenhar num mundo de tédio,
num pesadelo inútil onde as paredes de nada impedem,
há mais em mim, há a surdez da vida de que me falo.

Oh trage forçado que me convertes,
apeadeiro que não me deixas chegar,
opressão que me penitencias na solidão,
como me puderam um dia amar assim!

Ocorre-me a existência de um farol...
irei, irei até ao fim.

7 comentários:

Milena disse...

Lindos poemas!

Anónimo disse...

Como pode o sofrimento moldar algo tao belo!
PR

Chris disse...

Gosto muito de ler os teus poemas (:

Alma Nova disse...

Que seja realmente o fim...da dor, da angústia, do sofrimento...e o princípio do resto da tua vida! Jokitas amiga.

Maria José disse...

Caminhando até... que a luz se apague ou brilhe cegando a vista cansada.

stela disse...

Vim deixar um beijinho meu, e anunciar o meu regresso!

stela disse...

Vim agora ler com calma, este teu belo poema.
É triste, toca no fundo... mas é lindo de facto...
Força!
beijinhos